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Trump decide acabar com proteção temporária de imigrantes no país

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WASHINGTON, DC – A administração Trump diz que vai encerrar o status temporário de mais de 60 mil haitianos que estão em abrigos e vão deportá-los. Eles afirmam que o Haiti já está recuperada o suficiente dos devastadores desastres e que pode receber os cidadãos deles de volta.

A chamada proteção temporária de status para os haitianos expira em 18 meses, em julho de 2019. Esse tempo mais longo de proteção abre possibilidade para que os cidadãos do Haiti que estão nos Estados Unidos possam procurar outras formas e oportunidades de ficarem definitiva e legalmente no país – ou se preferirem, fazer acordos para sair.

O grande grupo de haitianos que estão protegidos pela ordem vivem na Flórida e existe também uma outra grande comunidade em Nova Iorque.

Por meses, os oficiais da administração tem sinalizado a intenção de finalizar esse tratado que deixou que os imigrantes do Haiti e de outros países com problemas, ficassem e trabalhassem nos EUA.

A proteção existe para dar um auxilio temporário para os cidadãos de países problemáticos e não é dar status legal permanente, diz uma nota oficial da administração.

No caso do Haiti, o status temporário foi garantido depois do grande terremoto de 2010, que matou mais de 200 mil pessoas, de acordo com estimativas do governo. O terremoto deixou mais de 1,5 milhão de pessoas desabrigadas e reduziu a maior parte do país à escombros.

Mais desastres vieram na sequencia: uma epidemia de cólera que matou mais de 9 mil pessoas e, no ano passado, o sul da ilha acabou sendo atingida pelo furacão Matthew, deixando mais de 80% das casas destruídas.

A secretária de Segurança Interna, Elaine C. Duke, estudou o caso e diz que depois de sete anos, “a situação extraordinária, mas temporária, causada pelo terremoto de 2010, não existe mais”. E completou que o Haiti tem tido um progresso significativo.

Duas semanas atrás o departamento anunciou que vai acabar com a proteção de status aos nicaraguenses em janeiro de 2019. Duke também está tomando uma decisão sobre o futuro de mais de 86 mil cidadãos hondurenhos. Ela diz que precisa de mais seis meses para analisar a situação e obter mais informações sobre as condições por aqui.

Assim que anunciaram a decisão sobre a Nicaragua, novamente alguns oficiais solicitaram que o Congresso americano passem a lei que vai criar uma solução permanente para as pessoas que receberam status temporário – muitos deles que estão no país por uma década ou mais.

Um relatório da ONU em janeiro diz que o país ainda está passando por uma onda de miséria e se batendo para conseguir recuperar o legado político e também os grandes desastres, além de informar que mais de 2,5 milhões de pessoas ainda precisam de ajuda.

A decisão vai destruir a vida de milhares de haitianos que vem nos Estados Unidos, muitos deles que tiraram vantagem do seu status legal e criaram raízes, construíram carreiras, criaram filhos que são cidadãos americanos.

“Esta administração não tem planos sobre o que vão fazer com as crianças que são cidadãs americanos e que agora podem perder os pais por conta da deportação imposta por eles”, disse Amanda Baran do Immigrant Legal Resource Center, um grupo de advogados que cuida dos interesses dos imigrantes.

O grupo chamou o congresso a mudar a lei para manter os imigrantes que estão protegidos pelo status temporário a ficarem.

No sul da Flórida, muitos haitianos trabalham no setor da saúde. Deixando o país, vai haver um deficit de mão de obra em vagas na industria, construção, hospitalidade e processamento de alimentos, explica a Camara de Comércio Americana.

São mais de 325 mil pessoas de 10 países que tem proteção especial pelo TPS. Ainda está pendente a decisão sobre o destino de 212 mil pessoas de El Savador, o maior grupo de todos. A ordem protetiva deles expira em março e a decisão é esperada para os próximos dias.

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