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Gabriel Contente: conheça um pouco mais do Harry Potter brasileiro

Gabriel Contente: "Sempre quis ser Harry Potter"
Gabriel Contente: “Sempre quis ser Harry Potter”

Ele tem apenas 19 anos e um currículo de fazer inveja. Gabriel Contente, quando criança, chamou a atenção dos pais numa roda de contação de histórias ao apresentar uma versão bastante picante do clássico “Chapéuzinho Vermelho”.

“Eu tinha 12 anos e criei a verdadeira história da Chapéuzinho Vermelho. Eu cheguei pra contar, perguntei quem conhecia a história. Todo mundo ergueu a mão e disse que sim. Eu gritei: ‘Mentira!’. Joguei a cadeira e continuei: ‘Vocês conhecem uma história criada para criancinha dormir. A minha é a verdadeira… uma história com muito mais emoção, paixão, sexo’. Meus pais ficaram surpresos”, conta o ator.

Gabriel Contente começou a tocar violão quando era criança.
Gabriel Contente começou a tocar violão quando era criança.

Gabriel nos recebeu em sua casa, no bairro de Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro, onde mora com os pais. Muito tranquilo, ele falou sobre a carreira que está começando mas já com grandes histórias.

“Eu ganhei uma bolsa de 50% na escola em que eu estudava quando criança por conta da minha performance como o Iago”, revela. Iago é considerado um dos maiores vilões da literatura mundial e foi criado por Shakespeare, em Otelo.

Contente tem se destacado nos palcos na pele de ninguém mais, ninguém menos que Harry Potter. Ele é o protagonista de “A Very Potter Musical”, um espetáculo criado por Darren Chris, o Blane da série americana “Glee”, que ganhou fama mundial depois que o vídeo da apresentação caiu na internet.

O musical conta a história de Potter e seus amigos na eterna luta para derrotar Lord Voldemort, porém com uma pitada extra de comédia, que na versão brasileira, ganhou contornos ainda mais hilários.

“Eu sempre gostei muito de Harry Potter. Era o meu sonho quando criança ser o Harry Potter”, se entrega. Foi através de um colega que estuda na CAL – a Casa de Artes de Laranjeiras – que ele soube dos testes para a peça na UniRio.

Contente enviou o curriculo e foi selecionado. “Eu cheguei lá não só cantando a música, Granger Danger, que é a música que o Rony canta em cena. Eu acabei interpretando também. O pessoal adorou!”, descreve em detalhes.

“O Julio [Angelo, diretor da peça] não falou absolutamente nada. A preparadora vocal acabou gostando, ficou enlouquecida. Eu não associei que eu poderia fazer o Harry. Coloquei o Snape como primeira opção – que não tem nada a ver comigo [risos]. Quando mandaram o callback pra mim, veio com o texto do Harry. Mas não acreditei que seria para o protagonista”, explica.

Depois que Gabriel se consultou com um amigo que também havia sido chamado para a segunda parte da seleção e descobriu que o texto dele não era do Harry Potter, o ator ficou literalmente “contente”, com o perdão do trocadilho.

“Eu fiquei fissurado nisso. Muito mesmo. Eu estudei muito o texto do callback e me entreguei mesmo para fazer o teste”, conta com os olhos brilhando.

GabrielContente02“Estávamos fazendo a seleção de elenco e soube que o Gabriel faria a audição. Por mim, ok. Mas ele me deixou de queixo caído”, disse o diretor Julio Angelo.

Apesar de se tratar de um musical, Gabriel revela que nunca se considerou um ator de musicais. “Desde que eu faço violão, sempre cantei em casa, no chuveiro. Mas eu comecei a fazer aula de canto por causa da ‘Ópera do Malandro’. Quando entrei no AVPM eu tive uma ajuda na preparação vocal”, dá mais detalhes.

É justamente na preparação vocal que ele teve a experiência mais forte com os aquecimentos, o coro, a timbragem. “Eu me vejo como ator que canta. Eu não sou cantor. Nunca faria um CD, não sou um ator de musical”, insiste.

“A Very Potter Musical” segue com sua temporada em palcos espalhados pelo estado do Rio de Janeiro. A próxima parada será na cidade de Rio das Ostras, também com apresentações gratuitas.

É bem provável que o novo musical que teve sessões concorridíssimas na capital, com distribuição de senhas esgotadas em minutos todos os dias, siga o caminho de outro sucesso da UniRio, o “The Book Of Mormom”. Gabriel faz uma análise com muita humildade dessa trajetória.

“Eu acho que o nosso musical não tem a pretensão de ser como outros musicais, não temos a pretensão de ser como o ‘Book of Mormom’, nem qualquer outra coisa. A gente quer ser o ‘Very Potter’. Acho que o crescimento é uma consequência”, avalia.

“Temos uma coisa muito de família, o que é importante num elenco… somos muito unidos. E isso traz várias coisas positivas. O ‘Very Potter’ tem muito a crescer por conta do amor de teatro que a gente construiu. Foram oito meses de processo que a gente se deu muito bem e foi um crescimento e evolução nossa. Cada espetáculo que fazemos é uma evolução nossa como atores e pessoas”, analisa.

“Não sei até onde a gente vai. Mas vou ficar super feliz se a gente fizer mais cinco, seis temporadas. Mas porque vou estar com essas pessoas, porque vou estar trabalhando nesse musical que é um filho pra gente. Acho sim que dá uma boa visibilidade, é inegável. As pessoas estão indo ver a gente. Não vou negar, eu adoro isso”, finaliza.

GabrielContente03

1 comentário
  1. v8bit.ru Diz

    Oi! Você usa o Twitter? Eu gostaria de seguir se isso seria ok.
    Eu sou definitivamente apreciando o seu blog e aguardo a nova posts.

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