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Com 50 anos de carreira, Betty Faria fala sobre o tesão de ser atriz

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Uma das atrizes mais felizes com a chegada de “Boogie Oogie”, sem dúvida, é Betty Faria. Na trama de Rui Vilhena ela será uma matriarca, viúva e muito louca. “Ela tem um talento para ser feliz, é muito generosa. A partir do momento em que ela fica viúva ela resolve aproveitar a vida e fazer coisas que ela nunca fez”, explica a atriz numa conversa deliciosa com o nosso site. Betty Faria tem 73 anos e comemora no ano que vem 50 anos de carreira. Ela diz que viveu todas as épocas com muita intensidade. Passou por coisas boas e ruins, mas não é nem um pouco saudosista. “Eu não sou uma pessoa de saudade. Eu vivo tão intensamente o momento que eu não sou saudosista. Teve uma época que eu me censurava por isso. Eu hoje posso dizer que sinto saudade do meu pai e da minha mãe que morreram. Agora, saudade de uma época, não. Todas as épocas tiveram momentos ótimos e péssimos. Eu vivi tudo intensamente”, confessa.

Junno Andrade , Xuxa , Deborah Secco , Francisco Cuoco e Betty Faria
Junno Andrade , Xuxa , Deborah Secco , Francisco Cuoco e Betty Faria

Na conversa tranquila que tivemos com a atriz, ela conta sobre como compõe o personagem. Para Madalena, ela deu mais detalhes: “Você sabe que eu gosto muito de fazer uma análise psicológica dos personagens. Conto uma histórinha, invento uma histórinha pra ela antes. Essa mulher em especial, a Madalena, vem de um casamento durante anos com um homem que ela amava, mas que eu sinto que ela era muito reprimida”, explica. Mesmo contando que Madalena vai aproveitar a vida, literalmente, Betty afirma que ela não é uma personagem jogada ou louca. “Mas é uma matriarca, que procura pacificar essa família e unir essa família todo o tempo”, faz questão de frisar.

Tieta (Betty Faria) e Perpétua (Joana Fomm) em Tieta, de 1989 (Reprodução)
Tieta (Betty Faria) e Perpétua (Joana Fomm) em Tieta, de 1989 (Reprodução)

Entre os tantos personagens que Betty fez na televisão, Tieta, de 1989, é a mais emblemática. Dentre os muitos episódios divertidos dessa passagem da vida dela, a atriz faz questão de comentar que preferia Tieta à Porcina. Betty Faria deu vida à famosa viuva de “Roque Santeiro” na primeira versão que foi proibida pela censura, em 1975. “Eu deixei de fazer a Porcina, que eu já tinha feito ela antes. Mas eu não gostava dela como eu gostava de Tieta. A Tieta tinha uma função social. Eu não gostava, no fundo e no fundo – eu também estava apaixonada em Los Angeles – mas se eu gostasse da Porcina eu tinha feito. Mas no fundo eu não gostava dela. Tem uns personagens que me dá uma ‘nheca'”, conta com uma naturalidade impar.

São quase 50 anos de carreira e Betty Faria sabe muito bem que o tempo tem feito extremamente bem à ela que não perde o tesão em atuar. “A realidade é que quanto mais o tempo passa, melhor eu fico como atriz. É porque eu amo minha profissão e sei fazer. Eu já faço com o maior prazer e tesão…eu adoro gravar. É uma loucura isso!”, finaliza. Ouça a entrevista na íntegra com a atriz Betty Faria:

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