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Brasileiro, ex-informante do ICE, vai poder ficar temporariamente nos EUA

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BOSTON, MA – A justiça americana concedeu ao brasileiro Renato Filippi, de 58, que era informante do ICE, a residência temporária enquanto o caso não tem uma solução definitiva.

O brasileiro, que foi notícia na tv americana e em diversos veículos de comunicação pelo país, recebeu uma ordem de deportação para sair dos Estados Unidos no último dia 06 de novembro.

Segundo informações da do jornal Boston Globe, Filippi pode ter mais tempo para cuidar da sua estratégia de defesa. O Primeiro Circuito de Apelações de Boston informou que vai necessitar de mais tempo para rever o caso do ex-informante do ICE. A decisão saiu no início de novembro.

Três juízes responsáveis pelo caso divergem sobre a solução e por isso vão revistar o processo. Eles não chegaram a um consenso sobre as questões jurisdicionais e os méritos da petição. Apesar da decisão, não foi definida quanto tempo ele poderá ficar por aqui.

Um dos advogados de Filippi diz que a decisão não é comum. “É muito incomum esse tipo de decisão. Muitas pessoas entram com esse tipo de pedido todos os dias  e raramente alguém tem sucesso”, diz Robert McDaniel sobre a decisão.

ENTENDA O CASO
Filippi entrou nos Estados Unidos pelo México, em 2002, com a ajuda de coiotes. Ele foi preso mas diz que as autoridades americanas o “recrutou” para servir como informante confidencial e levantar informações sobre as pessoas que o ajudaram na entrada no país.

Ele alega que foi lhe prometido que poderia ficar nos Estados Unidos permanentemente. Agora que ele enfrenta um processo de deportação, ele diz que sofre ameaças de morte no Brasil e teme pela sua vida se retornar.

Filippi tem um Social Security e também uma driver’s license, além de trabalhar de gerente numa empresa de “guarda-volumes”. Ele trouxe a esposa e a filha do Brasil e comprou uma casa. Em 2015, quando ele aplicou para o pedido de asilo humanitário, o Board of Immigration Appeals disse que não existia um caso e indeferiu o pedido.

Uma das obrigações do brasileiro há anos é fazer “check in” regularmente no ICE (Immigration and Customs Enforcement) como parte da “ordem de supervisão”. Durante uma dessas “visitas” ao ICE, no último dia 5 de setembro, em Manchester, ele recebeu uma notificação de que ele deveria deixar o país em 60 dias.

Ele processou o governo para que seu caso fosse visto. Um juiz federal em New Hampshire disse que não tinha poder sobre o processo, então ele levou o caso até a corte de apelação. Ele também pediu ao Conselho de Requerimentos de Imigração para reabrir seu caso por conta da notificação de deportação de 5 de setembro.

 

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