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Tacy de Campos é Cássia Eller no musical. (Divulgação)
Tacy de Campos é Cássia Eller no musical. (Divulgação)

Já faz tempo que o Brasil entrou na era dos musicais. Muita gente viu montagens de sucessos da Broadway como “HairSpray”, “O Despertar da Primavera”, “Hair”, “Xanadu”, entre tantos outros que bateram recorde de bilheteria em São Paulo e no Rio de Janeiro. Porém, agora os produtores teatrais estão virando experts em montar musicais com biografados brasileiros.

Foi o que aconteceu com “Tim Maia”, “Cazuza – O Tempo Não Para” e “Elis”, para citar alguns. Dessa vez, quem entrou no circuito nacional no CCBB, no Rio de Janeiro, foi a história da cantora “Cássia Eller”, que ganhou um espetáculo que tem levado os espectadores às lágrimas. Seja por causa da história ou simplesmente por conta da interpretação inspiradíssima de Tassy Campos, que foi “descoberta” entre mais de mil atrizes e cantoras que participaram das audições para o papel.

O responsável por tudo isso? João Fonseca. O diretor conta que foi  “amor à primeira vista” com Tassy. Mas surgiu uma preocupação no momento da escalação. “A Tassy é só cantora. Nunca atuou. E são duas horas de espetáculo onde ela passa 90% dele em cena. O texto é forte e tem toda a questão da interpretação marcada”, explica o diretor. “Mas não tive dúvida e esse é o resultado que você viu aí”, conclui feliz. João disse que a cantora o ganhou na audição por conta da timidez que remete muito à própria biografada. “Ela é monossilábica. Ela gosta de cantar. E está adorando atuar”, conta o diretor. Logo no início, Tassy de Campos faz com que todos na plateia sintam um arrepio quando ela solta as primeiras notas de “Lanterna dos Afogados” com um timbre idêntico ao de Cássia. Na seqüência, ela tira a camiseta e com os seios de fora começa o show que tem duas horas de duração.

Tassy parece não abandonar Cássia Eller nem quando acaba o espetáculo. Na apresentação para os convidados, ela trocou – literalmente – poucas palavras com os jornalistas. Respondeu que sim e que não e a frase maior foi: “Eu gosto mesmo é de cantar”. As pessoas na plateia ficam atônitas vendo a performance da garota que emocionou um dos grandes parceiros da vida de Cássia, o cantor e compositor Nando Reis. “Muita gente pensa que eu estive a vida toda com a Cássia e agora esse erro está sendo corrigido. Eu achei tudo muito lindo. Por alguns instantes eu pensava que era a própria Cássia no palco”, contou o cantor. “Eu não aguentei. Aliás, não aguento… é muita saudade!”, interrompe a entrevista com um choro também contido.

A direção musical é de uma das grandes paixões da cantora, a percussionista Lan Lan. “É muito louco me ver no palco, passando por uma história que eu sei de cor e que me traz muita saudade”, contou Lan Lan. No espetáculo estão todos os hits que permearam os 20 anos de carreira de Cássia Eller. “Malandragem”, “Relicário”, “Segundo Sol”, “Por Enquanto” e tantos outros recortam a história da garota que assumiu a homossexualidade para os pais logo cedo e depois foi tentar a vida com a arte e conseguiu depois de muito lutar.

A peça está em cartaz no Rio de Janeiro, no CCBB, até 20 de julho.

Mais informações em:
www.turbilhaodeideias.com.br

 

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